quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Crio, logo, sou artista! (?)

Entre os artistas, naturalmente, há uma supervalorização, de certa forma inerente a nossa condição profissional, da CRIATIVIDADE. Quem não quer ser um artista considerado criativo? Um proativo!

Mas nessa ânsia de ser original e parecer ser um artista diferente, afinal as aparências são muito importantes, busca-se a criatividade em detrimento da mesma. Não se trabalha ela, não se pensa em métodos, não se dá tempo a ela. Pensa-se " Nascemos criativos, ou não". Mas e aí? quando não nascemos genios criativos? Não somos artistas, ora!

Ou ...

Li ontem, uma frase do genial Albert Ainstein e ele me disse algo de que eu já desconfiava:

" O segredo da criatividade é não revelar a fonte"

Dita por mim seria uma ironia a quem considera a criatividade uma dádiva para poucos e despreza o convencional!

A discussão agora é: Como ser "criativo" sem plagiar? Eu conheço muita gente que não sabe!(hau suahsuhaushaus)

Sabemos que nossos estudos, nossas pesquisas, os artistas que admiramos, tudo isso influencia no nosso trabalho e até a imitação, às vezes, convém. No entanto, forjar um trabalho cheio de "colagem" e se orgulhar de ser um artista criativo porque os outros assim o julgam..hum..isso é CHARLATANISMO.

A criatividade é dom sim, mas inerente a todos e qualquer profissão. Podemos exercitá-la, trabalhar os processos de desenvolvimento e criar situaçãoes pra que ela seja explorada. A brincadeira e o jogo com o fantástico é algo de que fazemos uso quando crianças. No nosso caso, artistas, é mais que um dom, é uma ferramenta de trabalho, e como tal é preciso diferenciá-la das demais.

O criatividade requer sensibilidade para desenvolver nossas experiências, nossas influências e empregá-las em algo nosso, único na forma. Já o plágio necessita, para ser bem sucedido, apenas de algum senso de oportunidade. E a adpatação, a qual muitos podem alegar recorrer, não se iludam, exige a mesma idiossincrasia da criatividade para reinventar a obra segundo sua ótica.

Palavras chaves: criatividade - charlatanismo - plágio - idiossincrasia



Boa tarde...

3 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Adorei o texto, Cris.
Será que o que disse Chacrinha, que "Na televisão, nada se cria, tudo se copia" se aplica à arte como um todo?
Concordo que "a imitação, às vezes, convém". Principalmente porque, humano que é, o artista está sujeito a influências que refletem seus gostos e determinam suas expressões.
Acho que o limite e a forma como a "colagem" se apresenta é que dá ares de charlatanismo a um trabalho.
Como criar livre de influências? (Ocultado a fonte, sem dúvidas!)


* Chega, já falei sério demaissss

Cristiane Crispim disse...

Ai..adorei o comentário Di!