Viva(de)Teatro!
"Arte e profissão não são duas coisas separadas" Copeau
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Ao fim- recomeço- ou – nada- disso da Artedap
representatividade
s. f.
1. Caráter! do que é representativo.
2. Qualidade reconhecida a um homem, a um organismo, mandatado oficialmente por um grupo de pessoas para defender os seus interesses.
Aplicação: A artedap é a representatividade dos artistas de teatro e dança da cidade de Petrolina.
Não teria nenhuma incongruência na aplicação da palavra representatividade nesta frase? Pois bem, dentro de seu contexto social, atrevo-me dizer que perdemos de vista o seu significado, restando o significante vazio de um enunciado ingênuo (e porque não dizer pretensioso). Alguns questionamentos podem nos situar dentro desse contexto o qual me refiro: Que artistas a Artedap representa? Quais são os interesses desses artistas? Os artistas da cidade querem representatividade, ou melhor, querem defender juntos seus interesses?
Responder essas perguntas com franqueza pode dar a NOSSA associação representativa o atestado do seu óbito. Todos têm culpa, de maneira que não adianta apontar culpados. E a morte é natural (sim, ninguém assassinou a artedap, ela morre por falência múltipla dos órgãos). Porém, podemos vislumbrar ainda outro contexto, um novo contexto. Pois, é também possível que essas respostas latentes incomode-nos a ponto de querermos mudar nossa postura perante às organizações políticas e devolver a ela , a palavra representatividade, seu significado essencial. Seja por meio da Artedap, seja pela criação de outra sigla. Não creio que a associação dos artistas, usando um termo genérico, perderá sua força.
A necessidade de união é uma necessidade vital a qualquer grupo, sociedade. É questão de sobrevivência. Cabe-nos entender esse processo, saber conviver com as divergências, nos concentrarmos no comum e lutar por ele. Isso requer disciplina e paixão, que nada mais é que a boa e velha militância, e inclui: agüentar reuniões chatas, persistir quando as coisas parecem não andar, perder a briga, etc... Tudo isso faz parte do jogo, o jogo de cintura, o jogo de idéias e o jogo de interesses que demandam uma associação. Instintivamente voltaremos ao jogo. Espero que mais espertos, mais vivos - ligados!
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Perguntas e Respostas
O que é um artista? Um artífice, um trabalhador, que ver seu oficio como um processo de autoconhecimento e superação de seus limites. Um artista é quem quer mostrar (até mais do que dizer) algo a comunidade, e por isso faz da forma elemento mais primoroso que o conteúdo, pois o uso da forma o faz artista. Um artista é quem quer viver de sua arte e, dentre vários desafios, tem de ganhar dinheiro.
O que é arte? A teimosia do artista. O que quer que seja que nos faz mais sensíveis, mais humanos. A percepção além da convenção e do estabelecido ou mesmo dentro disso.
O que é qualidade na arte? É não somente dar o melhor de si, mas buscar o melhor de que sua técnica oferece. Fazer escolhas e não omissões.
O que é a relação entre política e arte? É a relação entre homem e sociedade. É dominar e ser dominado. Propor ser mudança e saber que pouco pode mudar.
Porque eu continuo? Porque eu estou decidida.
Essas são minhas respostas, por enquanto...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Gênero Humano
"Pois o que realmente eu soube é que chegara o momento não só de ter entendido que eu não devia mais transcender, mas chegara o instante de realmente não transcender mais. E de ter já o que anteriormente eu pensava que devia ser para amanhã."
"A desistência é uma revelação. Desisto, e terei sido a pessoa humana - e só no pior da minha condição que esta é assumida como meu destino."
"Enquanto escrever e falar vou ter que fingir que alguém está segurando a minha mão. Oh, pelo menos no começo, só no começo. Logo que puder dispensá-la irei sozinha. Por enquanto preciso segurar esta tua mão - mesmo que não consiga inventar teu rosto e teus olhos e tua boca."
"Um passo antes do clímax, um passo antes da revolução, um passo antes do que se chama amor. Um passo antes de minha vida - que, por uma espécie de forte ímã ao contrário, eu não transformava em vida; e também por uma vontade de ordem. Há um mau-gosto na desordem de viver."
"Quem vive totalmente está vivendo para os outros, quem vive a própria largueza está fazendo uma dádiva, mesmo que sua vida se passe dentro da incomunicabilidade de uma cela."
"Estou procurando, estou tentando entender..."

Clarice é para mim....latejante como a vida! Sinto meu olhos mais espertos, mais vivos. Sinto até a ponta dos meus dedos quando a leio. Posso dizer com propriedade que, para mim, ler Clarice é uma experiencia religiosa. Estou procurando entendê-la pra me fazer entender um dia.
"estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio ‘no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria chamar desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a organização anterior A isso prefiro chamar desorganização pois não quero não me confirmar no que vivi — na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro."
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Debate - Politica Cultural

Nesse jogo cada um olha pro seu umbigo, é natural, por isso é importantíssimo o estabelecer princípios éticos pra que não venhamos a cometer injustiças. Para refazer a partilha do bolo, é provável que quem antes tinha uma fatia maior perca um pedacinho para dar ao outro uma fatia mais justa, porém que façamos isso com consciencia, não é só questão de tomar partido e dividir o cenario cultural do país em regiões mais ou menos privilegiadas. Porémnão devemos nos omitir, porque nosso presente e nosso futuro depedemde dessas decisões politicas.
O basta clicar no titulo desse post para acessar o blog Cultura e Mecado.
terça-feira, 3 de março de 2009
Camara de Vereadores em 02/03/09 - Cultura
Ontem, na Câmara de Vereadores de Petrolina, a classe artística pediu tribuna para falar sobre a revitalização do Conselho Municipal de Cultura e do Fundo Municipal de Cultura. Infelizmente o que foi divulgado na imprensa foi o destempero da vereadora Maria Helena, que reivindicou mais organização da câmara, alegando que não pôde falar na tribuna por falta de tempo, pois a discussão sobre cultura entre os vereadores e o convidado, Antonio Veronaldo (presidente da ARTEDAP) se alongou mais que o previsto. A reivindicação é justa, porém a forma foi desrespeitosa aos convidados e aos colegas vereadores, pois este era assunto a se tratar internamente visto que as pessoas que estavam ali para falar sobre cultura desconheciam qualquer regimento da câmara. Conseqüentemente o assunto que repercutiu na imprensa não foi a pauta de cultura discutida, fala-se somente a sobre a confusão gerada por Maria Helena, uma exaltação de animo constrangedora.
Segue abaixo o comentário que fiz no blog de Carlos Brito:
O fato ocorrido com Maria Helena ontem na câmara parece ter ganhado mais relevância do que o assunto em pauta discutido na Câmara, Cultura. È triste que esse assunto, tão importante, tenha sido abafado pela exaltação da vereadora. Por isso venho lembrar: uma das pautas de ontem na câmara de vereadores foi cultura e o presidente da ARTEDAP (Associação de Artista e Técnicos de Teatro e Dança de Petrolina), Antonio Veronaldo discursou sobre a importância da consolidação de políticas públicas para cultura em Petrolina como: a revitalização do Conselho Municipal de Cultura e um Fundo de Cultura destinado a projetos de artistas do município. Há uma tendência no âmbito nacional e internacional em reconhecer o papel da cultura no desenvolvimento humano, social e econômico de uma nação. Falando em cultura podemos falar em segurança pública preventiva, pois ela diminui consideravelmente os índices de violência; podemos falar em educação, pois ela é uma difusora de saberes; podemos falar em saúde, pois ela transmite informações e muda hábitos além de aumentar a auto-estima; falando em cultura podemos falar em economia, pois gera emprego e renda diretos e indiretos na cidade, implicando inclusive em tributos e impostos.
Enquanto a sociedade tratar a cultura como souvenir ou capricho de alguns, o desenvolvimento humano ficará sempre em segundo plano nesta cidade. Peço o compromisso da imprensa na difusão dessas idéias, pois essa luta não se restringe a uma luta de classe, estamos lutando justamente para que secretaria de cultura (ou fundação) não sirva como balcão de atendimento a artista, onde se dá preferência aos amigos ou se dá uma “ajuda” aos demais. Estamos lutando para que a cultura cumpra seu papel político na sociedade, para os interesses da sociedade. Como conseqüência das políticas públicas, teremos trabalhos para os artistas e profissionalização do setor como forma de garantir a qualidade dos serviços prestados a comunidade. Ontem, na câmara, todos os vereadores foram solidários a causa e o prefeito também tem demonstrado sensibilidade sobre o assunto e esperamos que a oportunidade de firmar os compromissos do poder público com a cultura aconteça nesta gestão o mais rápido possível. Quando a cultura sair do discurso político para a ação política Petrolina ficará entre as grandes cidades que são reconhecidas pela valorização de seu povo.quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Isabel - O Céu Cinco Minuto Antes da Tempestade

Isabel é neurótica. hipocondríaca. Rígida. Ríspida. Impõe sua postura elegante e altiva.
Isabel é uma mulher abandonada. Seu grande amor a deixou sozinha com sua filha. Fugiu e a deixou a deriva, sem noticias, sem endereço, sem lugar algum pra ir. A deixou..magoada, irritada, pertubarda, sem paciência e mais neurótica.
Isabel é uma mulher dominadora. Dopa sua flha e mantém ora como peso morto, ora como isca, ora como unica razão de sua medíocre vida de enfermeira aposentada.
Isabel é uma mulher apaixonada. Capaz de gentilezas e sacrifícios. Ela ama platonicamente. E espera...Espera que ele volte, que ele fique.
Isabel é uma mulher de 50 anos. Voz grave e rouca. Um coque que nunca se desmancha e saltos altos, dos quais de vez em quando se desequilibra.
Isabel é instável. É louca. Doente. Como todos...No fundo, quer viver em órbita!
Estou apaixonada por Isabel.